MENSAGEM DO PRESIDENTE

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A revolução da cidadania

Portugal vive em democracia, mas precisa da revolução da cidadania. É esse o futuro inadiável de Portugal

E é para isso que aqui estamos, Nós, Cidadãos! (NC)

O NC nasceu em 2015 como partido dos movimentos cívicos, apostando na valorização da democracia e na responsabilização dos cidadãos, para inaugurar um novo ciclo político.

Neste momento de enorme clivagem entre a esquerda e a direita, são necessários objetivos e valores para reagrupar as forças que dão sustentabilidade ao centro político.

Nas eleições legislativas de 2015, o NC conseguiu um total de 21.439 votos, 0,40% do total.

Nas eleições autárquicas de 2017, elegemos 1 Presidente de Câmara, 4 vereadores, 15 membros de Assembleias Municipais e 42 Vogais de Freguesias.

Nas eleições europeias recentes, o NC subiu para um total de 34.672 votos,  1,05% do total.E, agora, estamos a disputar as eleições de 6 de Outubro, quando há cada vez mais portugueses que se colocam à margem dos partidos tradicionais. Milhões de portugueses perderam confiança nos políticos profissionais! Nas eleições europeias absteve-se 70% do eleitorado e mais de 90% dos jovens.  Nós queremos ir buscar o coração dos Portugueses, queremos trazerão de cima o enorme potencial que os políticos profissionais desaproveitam

Pela Mundo fora, há o espectro populista. Os partidos tradicionais não sabem lidar com os novos desafios da humanidade.  E quem insistir em ver este fenómeno como simples manifestação da direita xenófoba, racista, sexista, comete um erro crasso, agravado em cada nova eleição.

O NC é europeísta, mas é muito crítico do rumo e das políticas recentes da Europa, que a deixaram num beco sem saída, na economia e na imigração.

É com estes pressupostos que o NC aposta na mudança, na revolução da cidadania. Queremos mudar de paradigma, iniciar a mudança. Uma mudança que deve mobilizar   vontade e o coração dos Portugueses que podem confiar no nós como o seu novo  partido para o futuro.

Sabemos que o excessivo endividamento do país resultou da incompetência de governos dos partidos tradicionais e da corrupção de alguns dos seus colaboradores; gigantescos recursos foram desperdiçados nas últimas décadas e estamos a pagar por isso; mais de um milhão de Portugueses foi obrigado a emigrar na última década e nós, os que ficámos, vimos os nossos rendimentos esmagados pelo aumento de impostos.

Portugal está a criar uma geração de salário mínimo. Isto é uma catástrofe sob todos os pontos de vista.

Não é a imigração para Portugal de africanos e asiáticos que vai relançar a economia. Apenas vai manter a pressão em baixa sobre os salários e degradar ainda mais os recursos da segurança social.

Não contemos demasiado com as chamadas elites nacionais. Falaram sempre que em Portugal prevalecia a pequena corrupção, o que era mentira. Que o diga Ricardo Salgado.

As insuficiências do sistema de justiça, são uma das faces da degradação da democracia. Queremos contrariá-las com várias propostas, entre as quais uma decisiva: eleger o Procurador-Geral da República, em vez de o nomear.

Temos pela frente o desafio da sustentabilidade do modelo económico e financeiro instalado. Além do problema da distribuição cada vez mais desigual de rendimentos, sabemos que as sociedades sofrerão uma nova crise devido à insustentabilidade de um modelo baseado na dívida.

Por esse mundo fora, as grandes potências andam a subverter as normas construídas após 1945 e nem respeitam as novas regras na OMC, nos acordos de desarmamento e de não proliferação nuclear e na crise de alteração climática. Portugal deve procurar que sejam respeitadas as normas do direito internacional contra o apetite das grandes potências.

Face a todas estas ameaças, o NC preza a liberdade; a justiça social; a responsabilidade; o mérito; a igualdade de oportunidades; o papel do Estado e da iniciativa privada; valores fundamentais como a família; a solidariedade entre gerações; a cooperação internacional; a solução pacífica dos conflitos entre nações; a lusofonia como espaço enriquecedor. E preza os Portugueses que fomos, que somos e que queremos ser.

Portugal precisa da revolução da cidadania. O 25 de Abril trouxe a democracia, mas serão os cidadãos a instaurar a cidadania, desde já na sua Casa, a Assembleia da República.

 

Lisboa, 15 de setembro , Dia da Cidadania, evocando as manifestações de 2012.

Mendo Castro Henriques, Presidente do N

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Comentários

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    Caros “Nós, Cidadãos!”,

    Venho felicitá-los pela vossa página e pelo seu conteúdo, o vosso programa. Há alguns anos, deixei de votar nos partidos mais representados na Assembleia sobretudo porque não têm demonstrado vontade de considerar alterações quer dos estatutos partidários quer das condições dos políticos/deputados de forma a garantir a seriedade e isenção de toda a vida política, prevenindo a corrupção e os interesses privados e garantindo uma correcta liderança na defesa dos melhores interesses dos portugueses e do país . Não deixo de votar, mas decido o meu voto de acordo com o que me parece mais adequado às circunstâncias do momento. Também já fiz parte dos votos nulos perante o cenário desolador de certa ocasião. Actualmente, estou atenta a alguns partidos ainda de pouca expressão mas que podem fazer a diferença na contribuição para as melhores decisões no interesse de todos e de Portugal, sendo o vosso partido um forte candidato nesse sentido, assim o creio.

    Apenas uma observação pessoal, dada a minha formação e paixão pela Língua Portuguesa, gostaria de ter tido o prazer de ler a vossa página escrita com ortografia anterior ao Acordo Ortográfico, este inconstitucional segundo consta e que espero venha a ser revogado, mas compreendo a vossa opção.

    Desejo-lhes um bom resultado nas próximas eleições e que possam marcar a diferença na vida política, tão necessária.

    Atentamente

    Mª Cristina

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