O Nós, Cidadãos! assiste com crescente preocupação ao desenrolar da situação no Banco de Portugal.

Uma Instituição com um papel fundamental de supervisão bancária e de regulador do sistema financeiro e cujo estatuto é parcialmente ditado por normas e regras da União Europeia não pode, também ela, ser alvo de jogos políticos de bastidores entre os principais Partidos Políticos que há muitos anos tomaram conta do aparelho político, público-empresarial e administrativo do Estado Português.

Para o Nós, Cidadãos! o governador Carlos Costa não tem desempenhado as funções lhe que estão cometidas de acordo com as circunstâncias do momento, mostrando, não só complacência com os grandes grupos económico-financeiros mas, como a recente entrevista do governador mostra, confessando abertamente essa fraqueza;

Para o Nós, Cidadãos! a maioria governamental, ao tentar diminuir os poderes do Governador do Banco de Portugal e nomear administradores selecionados pela confiança partidária, mostra que a classe política, continua a preocupar-se mais com lugares para benefício próprio que com o bem-estar dos cidadãos e o bem comum de Portugal.

Os recentes desenvolvimentos dos processos criminais mais mediáticos, mancham irremediavelmente a reputação do País e o crescente endividamento externo tem custos incalculáveis para os Cidadãos de Portugal, comprometendo seriamente as gerações futuras. 


O Nós, Cidadãos! exige no seu programa a responsabilização civil, criminal ou disciplinar dos titulares de cargos políticos que abusem das funções do Estado, que pratiquem negligência grosseira em decisões oficiais ou ações criminosas contra o erário público ou favores discriminatórios a interesses privados. Os prevaricadores devem ser inibidos em tempo do exercício de cargos políticos, e de ocupar funções na Administração Pública

Nós, Cidadãos!, 16 de março de 2017