A Comissão Política Distrital do Porto do Nós, Cidadãos! critica publicamente a decisão da TAP de abandonar rotas no Aeroporto Sá Carneiro, e declara o seu apoio integral à contestação encabeçada pelo Presidente da Autarquia, Rui Moreira, junto do Governo.

Como Cidadãos do Porto, rejeitamos o argumento da TAP quando vem a público afirmar que se trata de mera decisão de gestão corrente da empresa, depois de ouvirmos a empresa lowcost, Ryanair, anunciar em conferência de imprensa, voos adicionais a partir do Porto para Barcelona, Milão e Bruxelas, rotas que foram suspensas pela TAP, para além de Roma. Com certeza que estas empresas privadas não pretendem perder dinheiro.

Também sabemos que outras empresas lowcost pretendem ocupar o espaço deixado vago pela TAP; por exemplo, a Vueling está a avançar com o reforço de voos para o Porto, bem como a Easyjet está também a avaliar uma proposta. E isto claramente, demonstra que a Região é plena de potencialidades e que o Aeroporto Sá Carneiro tem capacidade para acolher novos mercados.

Segundo os dados publicados pela Câmara do Porto, as rotas canceladas, em 2015, tiveram uma média de ocupação de cerca de 90%, servindo 190 mil passageiros, em 1867 voos de ida e volta. Nós, Cidadãos! apela a que se reverta esta decisão e que se envidem esforços com a região irmã da Galiza para fazer crescer o aeroporto Sá Carneiro como um hub internacional.

E isto, enquanto cidadãos atentos deixa-nos a pensar que a motivação que subjaz a estas tentativas do consórcio privado que gere a TAP é retomar o plano de um novo aeroporto nacional, por liquidação do Aeroporto Sá Carneiro e por sobrelotação da Portela como em tempos denunciou o livro O Erro da Ota, de que Rui Moreira foi, precisamente, um dos autores.

“Justo agora” como canta Adriana Calcanhoto, quando o Governo celebra o aumento da participação do Estado na TAP, que chega aos 50% através do recente acordo com o consórcio Gateway.

Apoiamos, por isso, a posição do Presidente da Autarquia e do restante executivo do Porto, que se têm manifestado contra este “encerrar” de rotas, prejudicando toda uma região motora da economia nacional.