No braço de ferro político entre a Europa “mais do mesmo” e as alternativas à Europa, NÓS, CIDADÃOS! afirma que não está em jogo uma história de bancos, banqueiros e dinheiros, mas sim uma história de povos, cidadãos e governantes, um projeto iniciado há mais de cinquenta anos e que até agora ofereceu paz e prosperidade aos povos europeus

Este debate não é financeiro. É um debate político e mesmo histórico. Tal como a União Europeia sempre soube gerir as mudanças que ocorreram, também agora se lhe deve exigir os ajustamentos decorrentes do falhanço da austeridade pura e dura.

Neste debate, o Banco Central Europeu fez a 4 de Fevereiro um comunicado em que disse duas coisas:

  1.  Os bancos com dívida soberana grega deixam de a poder usar como garantia ao BCE quando pedem empréstimos.
  2.  As necessidades de liquidez (falta de dinheiro) da Grécia passam a ser satisfeitas pelos fundos de liquidez de emergência (ELA) que forem atribuídos ao seu banco central.

Destes dois pontos, os media conservadores, de direita e esquerda, só salientaram o primeiro. NÓS, CIDADÃOS! salientamos ambos.

O Banco Central Europeu não tem influência direta na política: cumpre a sua missão que é assegurar a sustentabilidade do sistema monetário. Afirmou a medida regular que é a mesma para todos os países, senão perdia a credibilidade. Afirmou a medida de emergência porque a Grécia pertence ao eurosistema e não deu sinais de querer sair.

NÓS, CIDADÃOS! alerta para que uma Grécia expulsa do euro pode arrastar outras saídas e fazer perigar a União Europeia.

Não vamos deixar que os políticos do costume, sobretudo os que só conhecem a cartilha neo-liberal e que desprezam a voz do povo e a voz dos que sabem, lancem a Europa e o mundo numa recessão ainda pior. Ninguém quer isso.

NÓS, CIDADÃOS!

5 de Fevereiro de 2015