Como é público e notório, o Município de Lisboa tem tido um Presidente em part-time desde que António Costa decidiu destronar António José Seguro como Secretário-Geral do Partido Socialista. Tendo sido criado um “tabu” acerca da sua saída da Presidência do Município, António Costa assume-se nesta altura como uma espécie de Semi-Presidente até às próximas Eleições Legislativas. As razões desta (não)decisão estão provavelmente relacionadas com as mais recentes sondagens que não lhe garantem, como aquele esperaria, a vitória nas próximas legislativas ou, quem sabe, um outro receio particular como a falta de substituto adequado para o cargo municipal. Mas de uma coisa o Nós, Cidadãos! tem a plena certeza: não são o supremo interesse público, os direitos dos cidadãos de Lisboa ou, sequer, a dignidade do Estado que estão a ser defendidos.
Sem  que nos queiramos intrometer nas lides internas de outros partidos, neste caso do Partido Socialista, apenas reclamamos que a capital do país não seja  mais sacrificada. Lisboa não merece nem pode ter um Presidente a meio-tempo mais nove meses, nem deve ser usada como rampa de lançamento para uma campanha eleitoral às eleições legislativas de 2015.
Se não assume a responsabilidade de Presidente da Câmara a tempo inteiro, António Costa deve, no mínimo, pedir a suspensão do mandato ou, se a isso não tiver disposto, renunciar definitivamente ao cargo. O interesse dos cidadãos de Lisboa deve prevalecer sempre sobre os interesses ou as ambições pessoais do Presidente do Município. Foi para isso que foi eleito. É isso que deveria nortear a sua conduta enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
NÓS, CIDADÃOS
4 de Fevereiro de 2015