O Grande Porto é uma região metropolitana, desde já constituída em sub-região NUTS III. Ocupa uma área total de 1 024 km2 e tem 1 287 276 habitantes (censos de 2011). Corresponde à área metropolitana criada em redor da cidade do Porto e constituída pelos onze concelhos de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa. Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia: nela reside uma população que partilha e usa o território para trabalhar e desfrutar do lazer com um forte sentido de identidade.

O Grande Porto integra-se na zona exportadora do Noroeste Peninsular, com vértices em Aveiro, Porto e Braga. É uma grande zona empregadora de indústria exportadora que luta por uma permanente renovação.

Contudo, há inúmeras barreiras a um verdadeiro ressurgimento da economia do Noroeste. A mais importante de todas é a dificuldade de ligação geográfica entre o Grande Porto, os vales industriais e o vale do Douro. Investiu-se de uma forma inexplicável na rodovia mais uma vez e deixou-se atrasar a ferrovia. Como resultado imediato, diminuiu a mobilidade dos vales do Tâmega, do Sousa, do Ave e com isso o problema do desemprego agravou-me muito.

Outra consequência negativa é a limitação das exportações a custo mais baixo, a uma região mais periférica do que nunca, apesar dos sucessos do Porto de Leixões. Os resultados de crescimento na exportação no Norte têm sobretudo a ver com uma enorme adaptação às solicitações de cada mercado externo, frequentemente com enormes sacrifícios dos empresários, quase todos de origem humilde e limitada formação escolar. O segredo já não é há muito a receita dos baixos salários mas uma subida notável de qualidade de produtos e uma escolha sistemática de altas tecnologias.

É também extraordinário como o Douro e os seus vinhos e produtos mediterrânicos ressurgem e encontram reverberação em mercados tão longínquos como o Extremo Oriente; trata-se de produtos terrivelmente competitivos em preço e qualidade, num processo que parece imparável.

O interesse pelo turismo no Porto sobe a um ritmo vertiginoso.
Os serviços com que se presenteiam os turistas são de um nível altíssimo, atraído mais e mais deles. Mas a par destes processos em que indivíduos se empenham tanto acontece que a sociedade não encontra mecanismos de refletir a situação regional.

O sucesso Turístico do Porto apenas poderá ser potenciado com
uma ligação ferroviária e fluvial entre o Porto e a sua hinterland histórica, o Douro até à fronteira espanhola. Nessa linha de pensamento a cidade da Régua deverá tornar-se num pivô hoteleiro fundamental para a descoberta de todos os afluentes a montante e a zona demarcada do vinho do Porto.

É fundamental que se termine muito rapidamente a eletrificação da linha férrea entre Caíde de Rei e a Régua. Parece-nos gritante o divórcio ferroviário que o aeroporto Sá Carneiro continua a ter com a Galiza e de uma forma geral com Toda a região, num raio de 50 km, apesar da chegada da rede de metro.

O próprio centro de todos os sucessos, o Porto de Leixões, encontra-
se deficientemente equipado de equipamentos de transporte local
que tanto o impulsionariam e que tantas receitas para o Estado poderiam gerar.