O Alentejo incluía tradicionamente os distritos de Évora e Beja praticamente todo o distrito de Portalegre (exceto Ponte de Sor), e a metade sul do distrito de Setúbal (atual Alentejo Litoral).

Olivença, município de facto espanhol, é reivindicado por Portugal desde o século XIX. A Região do Alentejo NUTS II abrange os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e a metade sul do distrito de Setúbal e parte do distrito de Santarém. Tem uma área de 31 551,2 km2 (33% do continente) e 757 190 habitantes (censos 2011) (7,6% do Continente, 7,2% de Portugal).

Desde a reconquista cristã e até aos tempos de hoje, o Alentejo nunca teve realmente uma oportunidade de encontrar uma vocação nacional e intercontinental sustentável e válida. Agora, pela primeira vez, pode-se abordá-la em articulação com as regiões contíguas e com as infraestruturas da orla costeira.

Debruçamo-nos em primeiro lugar sobre uma vasta área de riquezas esquecidas e de articulação preferencial com os portos de Sines e Setúbal e o seu hinterland. Percorremos as suas fragilidades e patrimónios.

Identificamos as pedras naturais, o vinho e a vinha, os cereais, o montado, a fruta e a produção florestal, os produtos frescos e os pastos. Conhecemos como o fomento da rede de rega baseada no Alqueva tem feito surgir uma verdadeira revolução verde que se chama olival e citrinos e que tanta incidência tem na exportação. Resta saber de que forma o aeroporto de Beja poderia servir no futuro para uma logística de exportação de frescos do litoral alentejano: de que forma o aprofundamento do canal principal de acesso do porto de Setúbal pode favorecer e viabilizar a exploração mineira de cobre, ferro e ouro das Minas de Aljustrel e de Montemor. Identificámos como as centrais de produção fotovoltaica, como Amareleja, são uma bandeira tecnológica que ajuda a promover a identificação regional do azeite alentejano.